Marta ([info]martaaa) wrote,
  • Mood: nostalgic
  • Music: Funeral for a Friend - History

O que restam. Palavras.

Desde a primeira vez que os seus olhos se encontraram ela sabia. Ele era especial. Tinha alguma coisa de diferente no seu sorriso e o seu olhar era confortável, daqueles que prendem sem constranger.
Estavam num concerto. As pessoas andavam de um lado para o outro. Muitas delas andavam em buscar de mais uma paixão de uma noite. O normal.
Eles procuravam um pelo outro no meio de muitos corpos e poucos rostos.
O local estava demasiado cheio, até que a multidão desapareu quando eles se viram. AS palavras tornaram-se desnecessárias quando finalmente se encontraram. Após isto as vozes voltaram,as pessoas andavam novamente para lá e para cá.
Não faziam ideia do tempo que passada. Demasiado pouco tempo.
Daí até ao presente muito tempo passou. Muito foi dito e vivido por eles. Ainda existiam coisas demais para guardar na memória e quase nada para dizer depois de tanto sofrimento. Durante tanto tempo ele foi matade dela (ou mais).
Com ele dividiu a sua adolescênia, os seus dias mais felizes e os sonhos que antes pensava realizáveis.
Ele amava-a de uma maneira que não pensava ser possível. Eram amigos, cumplices, completos.
Era demasiado dificil entender as razões para as mentiras e atitudes incoerentes. O que aconteceu para tudo desmoronar assim?
No dia que antecedeu o fim tudo parecia estar bem e cada vez melhor.
Fazia poucos dias desde que acabaram. O mundo ainda parecia grande demais quando comparado à vida a dois a que estavam acostumados. Sair, ainda que acompanhada de amigos, continuava a fazê-la sentir-se perdida. Era uma questão de tempo, ela sabia-o. Só não sabia se o tempo os ia unir de novo ou separál-los para sempre. (Acabou por separá-los para sempre).

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Palavras

Palavras e mais palavras, ouvidas e faladas, interpretadas e esquecidas ao sabor deste sentimento.
A tua boca diz-me palavras, constrói em si todo um contexto ao qual por momentos me quero alienar, ao qual não quero pertencer.
Mas é inevitável porque esta história também se escreveu com os meus sorrisos e lágrimas. Por isso, não posso fugir delas assim. Não posso mesmo. Porque por mais que não queira, essas palavras entram em mim como setas.
Durante tanto tempo hesitei em pronunciar palavras e frases que me matavam mais um bocadinho cá dentro.
Não as queria dizer porque ou achava que eram uma parvoíce ou porque, simplesmente, por momentos infinitos, achei que eram escusadas.
Mas essas palavras sufocam cá dentro de tal maneira que é quase impossível esquecer-me delas.
E agora, oiço as tuas palavras que sinto que, de alguma maneira, deviam ter ficado retidas dentro de ti, que não fossem materializadas, pelo menos para mim.
Não sei como reagir, procuro uma luz de suporte, procuro uma forma de não interpretar mal nem de interpretar demasiado bem o que me dizes.
Preferia somente que essas palavras ficassem aí, dentro de ti, que não mas dissesses…pelo menos agora.
Não posso fugir mais da verdade. É o que sempre fiz.
Não fales mais, por favor. Deixa-me beijar-te e não saber que este vai ser o último beijo. Deixa-me viver na utopia que o final que se avizinha não é o que a minha mente pessimista e demasiado realista prevê.
Sinto-me a viver demasiado rápidos neste momento. Demasiadas explosões de sangue, demasiada vida dentro de mim agora, neste espaço de tempo, em que te encontras à minha espera para falares e fazeres-me entender o porquê dessas palavras que me obrigas a ouvir.
E, sabes? A única coisa que ressoa em mim incessantemente é que o Amor vai continuar a ser o mesmo.
Tento procurar o significado disto. Porque o Amor vai continuar a ser o mesmo depois de ambos concordar-mos que a frase que um dia começamos a escrever vai ter um ponto final?
Nada mais me custa do que te dizer que o peso desta lágrima que choro em nada se compara ao que tenho para te dizer.
Olhas para mim, continuas aí, à espera de uma qualquer reacção minha, e eu inabilitada de ta dar deparo-me com uma dualidade de sentimentos: ou descarrego tudo em ti, tudo o que por mais frio que possa parecer sinto necessidade de te dizer, ou então deixo-te aí, nesse pedaço de terra onde fizeste desabar todo este mundo que construí, e dou meia volta e saio por aquela porta.


Mais um dia com alguma melancolia..mas nada que daqui a 1 hora não esteja já superado :)
Finalmente chegou o Inverno. Já tinha saudades :) Embora o Verão seja o Verão, já tinha saudades de vestir montes de roupa, de chegar a casa toda molhada, tomar um banho, vestir-me e ficar no quentinho =P E já passou mais uma semana cheia de testes.. As proximas que vêm serão de certeza mais calmas..pelo que espero escrever por aqui mais qualquer coisinha :)

PS - Não sou uma pessoa-sempre-deprimida. Normalmente qd escrevo é porque não estou tão bem, daí os posts terem sempre esta componente desespero-depressiva =P. Ultimamente até tenho andado muito bem :D.. E obg a quem tem contribuido para isso * :)

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  • 1 comments

[info]kik00

October 28 2005, 10:49:27 UTC 6 years ago

poix o teu PS diz td...so mm kd tas a escrever aki e k falas axim...pk de restu ex bue alegre mt fofa, simpatica e divertida...e por ixo k goto tanto de ti e de falar ktg
o pior e s mm a distancia entre nos...senao n te deixava escapar =P
qt a este teu texto...isto sao cenas da vida. as vezes parece k ela so nos ker fzr mal...mas km se smp ouviu dizr...grandes males vem por bem...xpero k seja vdd e k encontres alguem a tua altura...poix parece k eu n xego la
adoro te mt mm e ex mt especial pa mim

ps: n voltes a pregar me um suste cm akele minha "lesbica" favorita ********dorot*****

ps do ps: ela n e lesbica LOL
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